Quinta-feira, Dezembro 22, 2005

Lançada campanha para o tombamento de monumentos históricos da Baixada

► A Baixada Fluminense quer tombar e preservar o seu Patrimônio Histórico e Artístico. Historiadores, jornalistas, artistas, professores, pesquisadores e vereadores fizeram o lançamento da campanha no “Segundo Passeio Histórico-Cultural”, patrocinado pela Secretaria de Cultura de Duque de Caxias, realizado ontem (25 de maio) e que percorreu os chamados “Caminhos do Café”.

O roteiro incluiu visita à antiga Capelinha da Igreja de Santa Rita de Luziê, em Vilar dos Teles; às ruínas da Fazenda São Bernardino, em Vila de Cava, construída entre 1862 e 1875 pelo Comendador Bernardino de Melo, então Oficial da Guarda Nacional; à Torre sineira da Igreja de Nossa Senhora da Piedade de Iguaçu, em Vila de Iguaçu, bem como os Cemitérios dos Brancos (hoje apenas ruínas) e dos Negros e Índios (este ainda em funcionamento), construídos em 1830, além do Cais e do Porto de Iguaçu. Também foram visitadas a Estação Ferroviária de Tinguá, construída em 1917 e desativada em 1963; a Estrada do Comércio, calçada em pedras por escravos em 1822, e a Reserva Biológica de Tinguá, criada pelo Governo Federal em maio de 1989 e que possui 26.000 hectares e 150 quilômetros de extensão. Os excursionistas conheceram ainda o Sítio Calundu, em Belford Roxo, onde estão sendo catalogadas peças pertencentes ao Instituto de Arqueologia Brasileira, e a Fazenda da Marquesa de Santos, no Bananal, além da Estação Transmissora de Sarapuí, do antigo Departamento de Correios e Telégrafos, ambos localizados em Duque de Caxias.
LEVANTAMENTOS – O Secretário de Cultura de Duque de Caxias, professor Stélio Lacerda, explicou que o projeto de preservação dos patrimônios histórico e artístico da Baixada inclui levantamento dos bens tombados, identificação de sítios e monumentos históricos não tombados, mapeamento de bens tombados e não tombados, bem como lutar pela recuperação e conservação do Patrimônio histórico da Baixada. O Prefeito de Duque de Caxias, Moacyr do Carmo, disse que ao lado da educação, a cultura também é uma grande arma contra a miséria, como constata a história de várias civilizações desenvolvidas.
Organizador do passeio juntamente com o também professor e historiador Rogério Torres, Armando Valente lembra que a Baixada fluminense sempre é “caminho de alguma coisa: da água de Tinguá par o Rio, do café, outro, do açúcar, laranja, óleo e gás da Petrobrás. Rogério Torres emenda afirmando que “a riqueza, por aqui, continua passando direto”, deixando apenas “rastros”.
HOMENAGEM – A Secretaria de Cultura e o Instituto Histórico da Câmara Municipal de duque de Caixas prestaram uma homenagem in memorian ao jornalista e historiador Valdik Pereira. Os alunos de 1º grau Angélica Torres, Tiago Valente e Marcos torres depositaram flores junto ao Cruzeiro do “Cemitério dos Negros e índios”, ainda em funcionamento em Vila Iguaçu. Valdik Pereira foi fundador de várias instituições culturais, como o Instituto Histórico e Geográfico de Nova Iguaçu e, ao lado do historiador Neil Alberto, ajudou a criar o Instituto Histórico e Geográfico de Duque de Caxias, para o qual contribuiu também com a cessão de documentos inéditos. Deixou ainda documentados os seus esforços em prol do resgata da história da Baixada Fluminense através de obras como “Cana, Café e Laranja”, “A Mudança da Vila” e “Nova Iguaçu para o Curso Normal”.

Entre os participantes do Segundo Passeio Histórico Cultural estavam, além do Secretário de cultura de Duque de Caxias, professor Stélio Lacerda, os vereadores Magaly Machado (Presidente da Comissão de Educação, Cultura e Meio-Ambiente da Câmara Municipal de Duque de Caxias) e Gênesis torres (São João de Meriti); o Chefe da Divisão de difusão Cultural e Chefe da Difusão de Patrimônio Histórico e Artístico da Secretaria de Cultura de Duque de Caxias, respectivamente André Viana e Rosa Cristina Leite; os historiadores Rogério Torres, Armando Valente e Guilherme Peres; o Presidente da Federação de Reisado do ESTado do Rio de Janeiro (Frerja), Edgar de Souza; a Presidente do Instituto Histórico da Câmara Municipal de Duque de Caxias, professora Gladys Braga Figueira; professoras Arlete Amaral, Maria da Penha Castilho, Marinete Machado, Alice Guerrieri, Ângela Terezinha e Vanilda Liziete; jornalistas Josué Cardoso, Fernando Lapoente, Sérgio Souto, César Moutinho, Carlos Mendonça e Sérgio Meireles; fotógrafos Paulo Martins, Edson França, Wiltonauar Moura e William Manhães; professora Wilma Teixeira e Luiz Carlos dos Santos (Luca), do Conselho Municipal de Cultura de Duque de Caxias; artistas plásticos Paullo Ramos, Alfredo Paschoal e Araken Álvaro, entre outros convidados.

Mais informações sobre a Campanha pelo Tombamento e Preservação dos Patrimônios Histórico e Artístico da Baixada Fluminense poderão ser obtidas na Secretaria de Cultura de Duque de Caxias (Praça Governador Roberto da Silveira nº 31, 4º andar, bairro 25 de Agosto), de segunda a sexta-feira, em horário comercial.

(Press-release de Josué Cardoso para a Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Duque de Caxias, em 26 de Maio de 1993)