Segunda-feira, Janeiro 09, 2006

Centro Cultural começará a ser erguido em agosto

► A Prefeitura anunciou o início da construção do Centro Cultural Duque de Caxias em setembro. O projeto tem a assinatura do Oscar Niemeyer, um dos mais reconhecidos em todo o mundo. O Centro Cultural vai ser erguido na Praça do Pacificador, em uma área de quatro mil metros quadrados, e custará cerca de R$ 7 milhões, previstos em orçamento próprio. A previsão do término da obra é de 12 meses.

O Centro Cultural de Duque de Caxias vai ser a primeira obra individual do arquiteto na Baixada Fluminense e referência em todo o Estado. "A população vai ganhar esse presente, uma bela obra construída pelas mãos de um gênio", observou o prefeito José Camilo Zito, durante a última visita de Niemeyer ao município, em setembro. Além de teatro com capacidade para 440 pessoas, o Centro Cultural terá ar condicionado central, biblioteca pública e salas para oficinas de artes e atividades diversas nas áreas das artes plásticas, música, vídeo e cursos.

Para o secretário de Cultura, Gutemberg Cardoso, o inicio das obras pela Prefeitura é de grande importância para toda a Baixada Fluminense "A história vai perpetuar, mais cedo ou mais tarde, essa iniciativa pioneira que elevará a cultura da região a nível de primeiro mundo". O talento de Oscar Niemeyer também poderá ser visto na entrada do município, no bairro Parque Duque, na altura da Rodovia Washington Luiz, em um pórtico projeto pelo renomado arquiteto e doado à cidade. O projeto faz parte da reurbanização de toda a Avenida Brigadeiro Lima e Silva, com extensão total de 2,3 quilômetros.

DEPOIMENTOS

"O início das obras do Centro Cultural de Duque de Caxias, projeto de Oscar Niemeyer, marcado para setembro, é, sem dúvida, o marco maior da administração do Governo de José Camilo Zito dos Santos Filho.
Há, na cidade, em todas as camadas sociais, uma grande expectativa em relação ao Centro Cultural. Dos artistas plásticos, passando pelas artes cênicas, nossos poetas, dançarinos e o cidadão, na sua amplitude humanizada, sonha não com a arquitetura que revolucionará obrigatoriamente o centro da cidade de Duque de Caxias, mas, fundamentalmente, pela valorização da produção cultural local, a oportunidade do intercâmbio cultural com o País e fora dele, enfim, com a efetiva produção cultural.
A Biblioteca Pública que fará parte do Centro Cultural terá papel fundamental na construção da cidadania não somente desta geração, mas também das futuras.
Estamos trabalhando para a criação do Complexo Cultural de Duque de Caxias, a ser instalado no terreno que se localiza na esquina da Avenida Presidente Kennedy com a Rua Dr. Manoel Teles. Ali, seria construído um prédio de quatro pavimentos, que abrigaria estandes para divulgação e venda de livros, discos e artes plásticas, cybercafé, e sedes da Academia Duquecaxiense de Letras e Artes, da Federação de Reisado e da Associação Carnavalesca, auditório e videoteca com 150 lugares e, no 4º andar, a Fundação Cultural de Duque de Caxias.
Em breve, estaremos realizando o Fórum Cultural de Duque de Caxias, quando, com os amantes e protagonistas da cultura desta cidade, estaremos delineando os rumos das mudanças imperativas, tais como apontar a necessidade de criação do Conselho Municipal de Cultura (de caráter deliberativo), do fundo Municipal de Cultura e a criação da Fundação cultural de Duque de Caxias, para dar funcionalidade à política cultural que está sendo traçada, com a participação dos vários segmentos interessados.
Como Secretário de Cultura de “minha” cidade, mesmo diante de enormes desafios, acredito estar contribuindo, com a equipe que comigo trabalha, para a construção da cidadania do nosso povo e, em particular, dos jovens.
(GUTEMBERG CARDOSO, Secretário Municipal de Cultura)

► Os sonhos estão se tornado realidade e, decididamente, a construção do Centro Cultural de Duque de Caxias será um marco importante para todos os artistas, em especial os da Baixada Fluminense, e para todos os que acreditam que a transformação do indivíduo passa essencialmente pelo resgate da cultura, que é tudo o que o homem acrescenta a natureza.
José Camilo Zito dos Santos Filho, impõe definitivamente a sua marca como o prefeito das transformações. Nesse Centro Cultural saberemos unir a região, a tradição e a modernidade, elementos estes que irão produzir a riqueza deste povo, sempre muito dinâmico e inovador, pois Duque de Caxias é uno e é plural também na sua cultura. Esta iniciativa é muito bem recebida pelos que se preocupam com a educação, com a cultura, o lazer e a juventude. Público e artistas serão beneficiados, pois, além de ser um espaço de difusão e de absorção da produção artística local, trará também uma política cultural diferenciada do que normalmente se costuma produzir. O Centro Cultural vai ter ligação direta com as ações desenvolvidas, contribuindo cada vez mais com a formação de platéias. E certamente teremos belos eventos.
O esforço do prefeito Zito representa a preocupação em recuperar e preservar o patrimônio artístico e histórico da cidade e suas tradições. Isto, com certeza, vai produzir riqueza de forma dinâmica e expressiva. Como atriz que sou na essência e jornalista comprometida com o transformar da vida humana, creio que Oscar Niemayer, original e revolucionário, é a referência do século 20. Ele é capaz de dar formas originais a materiais simples, utilizando uma linguagem que foge ao tradicionalismo. O talento desse mestre chega a Duque de Caxias e que seja sempre bem vindo.
Este é um momento raro e único para o nosso povo que tem no teatro, na dança, na música, nas artes plásticas, no profundo prazer da leitura, enfim nas mais variadas manifestações artísticas – sejam elas eruditas ou populares -, o compromisso de passar para todas as gerações a cultura (que vai muito além do limitado conhecimento das artes), o seu sentido mais amplo, que é a resposta que o homem dá à natureza. E esta resposta é essencialmente o fato de que todo ser humano traz na vida o sentido da criação, considerado ato cultural.
Nossas idéias, nossos valores, nosso atos, até mesmo nossas emoções são, como nosso próprio sistema nervoso, produtos culturais. Sempre por respeito à vida, que é o maior fato artístico que o homem pode desenvolver.
(SILVIA MENDONÇA, subsecretária Municipal de Cultura)

► Os artistas do município e os amantes da arte terão suas reivindicações atendidas com a construção do Centro Cultural de Duque de Caxias. O sonho acalentado há anos irá se concretizar em 2004, na Praça do Pacificador, tendo a assinatura do maior arquiteto brasileiro de todos os tempos: Oscar Niemeyer.
A maquete já deixa claro o toque genial do artista, que vista de cima parece um coração. Feito em dois pavimentos, o Centro Cultural será erguido em pilotis - conjunto de colunas que sustentam uma edificação, deixando área livre para circulação no pavimento térreo -, e terá um teatro para 440 pessoas, biblioteca pública com milhares de títulos à disposição da população, anfiteatro e salas de atividades culturais e de artes plásticas.
Será a primeira obra de Niemeyer na Baixada Fluminense, transformando o Centro Cultural numa referência para toda a região e todo o Estado do Rio de Janeiro. Os quadro mil metros quadrados de área ganharão vida, emoção e vibração. As palmas aclamarão os artistas, que de Duque de Caxias conquistarão o mundo. A vista se transformará em um cartão postal oficial da cidade.
Não há como mensurar a importância desse investimento para os duquecaxienses. Na administração do prefeito Zito, resgatamos o orgulho de morar em nossa cidade e, agora, vamos ter acesso à cultura, à inovação e à criação, com o novo espaço. Com o Centro Cultural, a população não precisará mais se deslocar para o Rio de Janeiro para acompanhar uma grande montagem. Peças de destaque, no cenário nacional, poderão ser exibidas aqui, oferecendo condições de trabalho aos artistas e conforto ao público.
Somente um homem como o prefeito Zito poderia fazer um investimento desta natureza. Serão R$ 7 milhões de coragem, de ousadia e de arrojo, marcando, de forma definitiva, a brilhante trajetória política do prefeito à frente do Executivo Municipal. Com a inauguração do Centro Cultural, uma nova página será escrita em nossa história: uma página chamada cultura.
A Praça do Pacificador, que exibe o patrono do município, Duque de Caxias, ganhará o traço genial de Oscar Niemeyer. Autor de mais de 400 projetos, como o conjunto arquitetônico da Pampulha, Minas Gerais, a sede da ONU, Nova Iorque, o Memorial da América Latina, São Paulo, o Palácio da Alvorada e o Congresso Nacional, ambos em Brasília, além de 180 edifícios espalhados pelo mundo. Niemeyer assina suas obras em 20 países da América, Europa, África e Oriente Médio e pela primeira vez deixará o seu nome perpetuado na Baixada com a construção do Centro Cultural, um marco na arquitetura municipal e brasileira.
(LAURY VILLAR, Presidente da Câmara Municipal e Secretário de Esporte e Lazer entre 1989 e 1999)

► O prefeito José Camilo Zito, ao assumir a Prefeitura de Duque de Caxias, sabia o que iria encontrar pela frente. “A carência era total”, pensou com ele mesmo. “Para se arrumar uma casa, primeiro começamos pela limpeza”. Assim, reuniu seus assessores e ficou decidido: “Vamos começar pela limpeza, que é a base de tudo”. No dia seguinte, todos, de vassoura na mão, começaram a remover o lixo que tomava conta da cidade. Os bairros não eram diferentes do Centro - era lixo por todos os lados. As “valas negras”, como aquela no bairro Itatiaia, hoje manilhada, são coisas do passado. As enchentes naquele local também.
A turma da limpeza teve muito o que fazer mas o trabalho não parou por aí. No centro haviam algumas ruas que contavam como calçadas e que, na verdade, seus moradores desconheciam este benefício. Então, o prefeito saneou essas ruas e partiu em direção dos demais bairros. Hoje não existem bairros – nem os mais distantes – que não estejam atendidos, mesmo os morros, os quais eram de difícil acesso. Os ônibus sobem e descem sem problemas. Detalhe: as ruas, além de calçadas, são sinalizadas e iluminadas. Grande foi o investimento nas áreas social, da educação, saúde e dos esportes.
Atendendo uma velha reivindicação de nossos artistas e intelectuais, o Prefeito José Camilo Zito convida o notável arquiteto Oscar Niemeyer para fazer um ambicioso projeto, a construção de um Centro Cultural na Praça do Pacificador. O prefeito, definitivamente, ficará na história da Baixada Fluminense. Sua iniciativa prova o amadurecimento cultural de nosso povo. Como podem nossos intelectuais e artistas exercerem suas atividades sem acomodações adequadas?
Agora sim, teremos do que nos orgulharmos! É da área cultural que sai a grande obra que coloca Duque de Caxias em nível de primeiro mundo. Até a bem pouco tempo, alguns caxienses tinham vergonha de dizer que moravam aqui. Muitos inclusive mudaram-se para a zona sul do Rio ou “subiram a serra” e, agora, estão de volta, empurrados pela criminalidade que a imprensa noticia todos os dias. Podemos cantar alto e em bom som: “Quem fez, fez, quem teve oportunidade e não fez, perdeu a vez. Zito prometeu e fez”.
Isto é amadurecimento cultural. Em breve, longe daquela argila nos sapatos, estaremos pisando em tapete vermelho, na inauguração desse majestoso prédio público, que disporá de galeria de arte, teatro, biblioteca e outras manifestações culturais.
Tenha certeza, Senhor Prefeito, que Vossa Excelência perpetuará no coração do povo. Aceite um abraço fraternal de nossos intelectuais e artistas em geral. E até os adversários certamente tirarão o chapéu e dirão: Obrigado Senhor Excelentíssimo Prefeito José Camilo Zito.
(MESSIAS NEIVA é artista plástico e já representou Duque de Caxias em exposições fora do Brasil)

► O nosso povo tem sede de Cultura. Você já deve ter ouvido outros intelectuais em várias ocasiões falarem a mesma coisa. Eu não sou o primeiro, mas, infelizmente, a maioria de nossos governantes e políticos a desprezam e não prestigiam os movimentos culturais. Mesmo assim, a cultura sobrevive graças a luta de meia dúzia de homens e mulheres ligados a ela: são escritores, poetas, compositores, músicos, jornalistas, artesãos, escultores e artistas plásticos, que vêem na cultura o lenitivo para sua própria existência.
Mas a verdade, nua e crua, é que a maioria dos nossos governantes despreza a cultura e não dão meios ao povo para o acesso a ela. Isso ocorre porque “eles” não sabem o quanto a cultura é muito importante para as gerações presente e futura. Ela é tão necessária na vida como o ar que respiramos. “Um povo sem cultura é um povo sem memória, sem passado e sem futuro e fácil de se alienado e dominado”.
Quando afirmo que os governantes menosprezam a cultura, basta olharmos a dotação orçamentária para a Secretaria ou Coordenadoria de Cultura de qualquer município: não chega sequer a 2% do orçamento municipal - a bem da verdade, a maioria não chega a 1%. As secretarias vivem de pires na mão, dependendo, em todas as suas iniciativas, das empresas privads. Mesmo em Duque de Caxias, que é o segundo maior orçamento do Estado do Rio de Janeiro, a dotação não chega a 2%, muito embora, nos últimos anos, as coisas mudaram um pouco.
O Prefeito José Camilo Zito dos Santos vem se mostrando mais sensível e compreensivo aos movimentos culturais. Falo isso porque venho acompanhando toda a trajetória do projeto de construção do Centro Cultural, projetado pelo gênio do maior arquiteto do Brasil e do mundo, Oscar Niemeyer, centro que sugiro doravante seja chamado de Palácio da Cultura Caxiense. A construção desse majestoso Palácio da Cultura é a materialização do sonho de centenas de homens e mulheres ligados à cultura do nosso município, desde o mais ilustre dos intelectuais ao mais humildade escritor ou poeta, morador da favela ou do curtiço.
Está bem claro que a materialização deste sonho dos homens de cultura do nosso município, sem o apoio e a iniciativa de alguns homens da equipe do Governo zito, como os Secretários Gutemberg Cardoso (Cultura), Raslan Abbas (Planejamento), Mário Vasconcelos (Governo), Antônio Augusto Colvara (Fazenda) e o “referendo” incondicional do Prefeito, não seria possível.
Como um dos cobradores e incentivadores desse magnífico projeto, posso afirmar bem alto e em bom som: a cultura em Duque de Caxias está de parabéns, pro ter dado um passo gigantesco na conquista do seu espaço no mundo cultural. Doravante, seremos vistos pelo resto do Brasil e até mesmo pelos povos de outros Países com outra ótica, pois, além do aspecto cultural, do ponto de vista urbanístico, o Palácio da Cultura será o cartão de visita de nossa cidade. Passaremos a ser conhecidos internacionalmente como um município que esparge cultura em todas as direções.
(CARLOS DE SÁ BEZERRA, jornalista, é Presidente da Academia Duquecaxiense de Letras e Artes (ADLA) e fundador da Associação de Imprensa da Baixadas (AIB)

► Antes de mais nada, só entende esse processo quem conseguiu misturar os becos do alvorada, a passarela do pé sujo e a iluminação parisiense do bar Garota Fluminense, agora a Casa de Cultura, propriamente dita - criada há muito tempo. Não nessa ordem, mas quase.
A “rainha” dentro do Teatro Armando Mello, às 10 horas da manhã de uma sexta-feira no final dos anos 70. “Lata d´água na cabeça” e, de quebra, nos apresentou Arrabal, Zé Vicente, Ionesco, Brecht, Godard, Bruñel, Glauber e Zé Celso. Obrigado, “rainha”, eu bebi dessa água.
Rogério Torres, Armando Valente, Chico Fernandes, Idivarci, Eldemar de Souza, todos fomos à Vila São Luiz falar com o Joaquim, afinal, o Amuleto de Ogum também é nossa Casa de Cultura.
Barboza Leite taí prá dizer o tipo de piso que criamos para o “Chão dos Caminhos” e Menezes pintava em letras a música tradicional boliviana. E naquele domingo de 1982, descobri, graças ao Embaixador de Uruóca, no sol de 40 graus na Praça do Relógio, que os “Papangoos” ainda iriam nascer com um discurso murcho. Blá... blá... blá... Primeiro meu jabá.
Tá tudo aí, formiplac na janela, brutalidade no jardim, o dragão da maldade, o cão siamês de Alzira. ‘Papa highirte’ esteve em Duque de Caxias e eu tenho que confessar com a minha boca, entre todos nós: a “rainha” não deixou que eu me afastasse de Almodóvar, nem dos tiros em Columbine. Afinal, continuo menestrel, embora de fina estampa, por isso te convoco:
- Meu irmão, minha irmã, companheiros e camaradas: É com o coração partido e os olhos em lágrimas - de novo, confesso com minha boca : “Eu não nasci aos quinze anos em Gotham City”.
(LUIZ SEBASTIÃO, professor, exerceu mandato de vereador de 1988 a 1992 e foi titular da Secretaria de Cultura de 1990 a 1992 e de 1998 a 2001)

► Os soldados gregos no ano 399 a.C ao voltarem em retirada de uma guerra na Ásia Menor e ao avistarem o mar Negro, deram um grito de desafogo expressando "Thálatta! Thálatta!". O ato de júbilo dos soldados gregos expressava o profundo sentimento de amor à terra natal, após anos de guerras em terras distantes. O retorno a sua casa provocou-lhes a viva expressão do contentamento.
O povo de Duque de Caxias tem vivido um conjunto de lutas importantes em prol de sua cultura, diríamos uma verdadeira guerra para construir em seus espaços equipamentos culturais que facilitasse a implantação de uma política cultural sólida e duradoura. Outrora foi muito importante a implantação na década de sessenta do Teatro Armando Mello, no shopping da rodoviária, e posteriormente o Procópio Ferreira, na Câmara Municipal, na década seguinte. Estes espaços culturais permitiram uma produção de teatro de qualidade com lançamento de novos valores nas artes cênicas. Acreditávamos que este avanço pudesse em um curto espaço de tempo atingir os outros setores culturais como as Artes Plásticas, a Música, o Artesanato, a Literatura, a Memória, as Artes Visuais, a Pesquisa, o Folclore etc.
Faltava assim, congregar um conjunto de ações de política cultural em projetos que resgatassem e devolvessem a população a sua identidade, tantas vezes cantadas e enaltecidas nas mãos laboriosas e pensamentos afinados de um Barboza Leite, Solano Trindade, Orlando Mendonça, Rodolfo Arlt, Dalva Lazaroni, Messias Neiva, Ediélio Mendonça e muitos outros. São personagens que se tornaram lendários na história da cidade, produzindo uma arte que divulgou e vem divulgando nos diversos meios culturais os sentimentos desse povo, culturalmente único.
Sabemos das grandes dificuldades de implantar investimentos a área cultural, no entanto, não podemos perder de vista que o avanço na qualidade de vida de um povo passa necessariamente na criação de condições que facilite a produção e exteriorização de seus sentimentos. A arte é sentimento e amor à vida, materializada nos afazeres, só o homem é capaz.
A iniciativa do atual Governo Municipal em construir um grande Centro Cultural, engalana Duque de Caxias, coloca-a no panteão da glória e ao lado das cosmopolitas cidades que valorizam a cultura, sua eternização toma corpo nas mãos do mestre da arquitetura Oscar Niemayer. Duque de Caxias, com esta obra, resgata sua dívida cultural para com seu povo e, num canto de glória, abre o peito e grita em júbilos pela conquista alcançada: "Thálatta! Thálatta!".
(GÊNESIS TORRES, professor, presidente do Instituto de Pesquisas e Análises Históricas e de Ciências Sociais da Baixada Fluminense (IPAHB) e Subsecretário de Cultura de São João de Meriti)

► Era o dia 29 do mês de janeiro de 1998. Uma delegação da Prefeitura de Duque de Caxias, liderada pelo prefeito José Camilo Zito, encontra-se com o arquiteto Oscar Niemeyer em seu escritório de trabalho, em Copacabana, no Rio de Janeiro, com o propósito de convidá-lo a elaborar o projeto para a construção de um Centro de Cultura em Duque de Caxias. Já nesse primeiro encontro, o renomado arquiteto mostrou disposição de aceitar o convite, oportunidade em que considerou seu apreço pelo povo da Baixada Fluminense, tão carente de oportunidades na área cultural. Na delegação, além de Zito, estavam ainda, entre outros, o então secretário de Trabalho, Habitação e Comunidades, Aroldo Brito, o Subsecretário de Cultura, Gutemberg Cardoso, e o líder comunitário José Joel. O autor deste texto era titular da Secretaria de Cultura e também integrava a comitiva.
Na verdade, naquele momento, Zito e Oscar Niemeyer estavam começando a viabilizar um velho sonho dos artistas e da própria sociedade caxiense: a construção de um Centro de Cultura. A Praça do Pacificador foi uma das áreas sugeridas pelo prefeito para a edificação de tão importante projeto. Esse sonho foi acalentado, desde os anos 70, por pessoas ligadas à cultura, entre as quais lembramos os nomes de Barboza Leite, Laís Costa Velho, Rogério Torres, Armando Valente, Rodolfo Arldt, Newton Menezes, Dalva Lazaroni, Wilson Reis, Carlos Ramos, Ricardo Augusto Vianna, Luiz Sebastião, Eldemar de Souza, Josué Cardoso, Ediélio Mendonça e Nélio Menezes, entre tantos outros.
Lembro-me que, naquela ocasião, o Grupo Arco, integrado por Barboza Leite, Armando Valente e Rogério Torres, propôs ao Município a criação de uma Casa de Cultura no prédio onde funcionara o Hotel Astória, na Rua Joaquim Lopes de Macedo nº 15-A, que seria desapropriado para esse fim. O governo municipal na época, no entanto, priorizou a construção de um Centro Esportivo nos fundos do Estádio Municipal – o popular Maracanãzinho, não destinando recursos orçamentários à edificação de uma Casa de Cultura. A cidade ganhou uma grande praça esportiva e de lazer, transformada nos anos 90 em Vila Olímpica, mas viu adiado o importante projeto cultural.
No início dos anos 80, o Grupo Arco, com apoio de artistas e intelectuais da cidade, apresentou novamente ao Poder Executivo um projeto de uma Casa de Cultura, idealizado por Barboza Leite e que ocuparia pequena parte da Praça do Pacificador. Este, após idas e vindas, também não saiu do papel.
Os anos 90 trouxeram novas esperanças à área cultural, a começar pela criação da Secretaria de Cultura, em 1991, a primeira da Baixada Fluminense. A notícia de que o projeto de Oscar Niemeyer agora vai ser materializado, é sem dúvida uma das melhores para a população de Duque de Caxias neste novo século. A cidade carece de obra tão expressiva e está pronta para vivenciá-la.
(STÉLIO LACERDA, professor, ex-diretor do Departamento de Educação e Cultura nos anos 70 e secretário de Cultura de 1992 a 1998)

► O início da ocupação portuguesa no atual território do Município de Duque de Caxias se deu em 1565, data esta da fundação da cidade do Rio de Janeiro. Durante este período o nosso atual território abrigou as Freguesias do Pilar, Santo Antônio de Jacutinga, São João Batista do Trairaponga e Inhomirim. A sociabilidade e a cultura eram articuladas pelo universo religioso e pelas práticas das irmandades. Eram elas que organizavam o cerimonial do sepultamento, as quermesses, as festas, as procissões, as cantorias, as rezas. As obras de arte ficavam expostas nas igrejas barrocas, tanto as imagens produzidas pelos santeiros, quanto os altares que mais pareciam um teatro carregado de movimentos. Além da fé católica, os cantos e batuques negros, o candomblé com seus deuses africanos, a capoeira, a ciência médica dos povos indígenas, os xamãs, as rezadeiras, os amuletos, as simpatias...
No século XIX, as Freguesias de Jacutinga e de são João Batista do Meriti passaram a fazer parte da Vila de Iguaçu e as Freguesias do Pilar e de Inhomirim, da Vila de Estrela. Dos municípios marcados pela circulação de mercadorias e pessoas, pela função de integrar a Corte ao Vale Paraíba, ou seja, o centro político com o centro econômico. Somou-se nesse universo, os saraus com o piano, as músicas clássicas, os poemas e romances. Enquanto os batuques aqueciam os terreiros, os proprietários tentavam imitar o modo de vida francês.
Em,fins do século XIX, a Vila de Estrela foi extinta e o nosso atual território entregue ao Município de Iguaçu. A partir da década de 40, o Município mãe começa a sofrer um processo de fragmentação de parte de seu território. Em 1943, Caxias consegue a sua emancipação e em 1947, foi a vez de São João de Meriti e de Nilópolis. Apesar de emancipada, os investimentos em cultura em Duque de Caxias sempre foram incipientes levando diversos grupos a inventarem caminhos da promoção cultural sem o financiamento do poder público. Após 60 anos da emancipação, temos muito pouco que comemorar.
Apesar das iniciativas de grupos e artistas, os orçamentos destinados à cultura são parcos e não foram suficientes para garantir a construção de um espaço permanente de promoção cultural. Apesar da nossa cidade ter quase 800 mil habitantes e ser o segundo do estado em arrecadação de ICMS, ainda é vitimada pelas políticas de segregação cultural até então desenvolvidas pelo poder central e estadual. Enquanto a cidade do Rio de Janeiro concentra um conjunto cultural expressivo, a periferia não recebe investimento algum. Essa segregação cultural imposta à Baixada Fluminense ficou transparente após a década de 70 com a fusão do antigo estado da Guanabara com o estado do Rio de Janeiro. Após a criação da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, vários estudos foram realizados para se pensar o planejamento regional. A análise dos dados revelou as profundas desigualdades intra-regionais no que se refere à renda, a infra-estrutura urbana, aos investimentos em cultura, etc.
A população caxiense tem o direito ao som, ao teatro, ao livro, ao cinema, a dança, a criação. A anunciada implantação de um Centro Cultural, certmaente vai permitir avançarmos de forma significativa, valorizar a cutura nativa, promover o intercâmbio a nível regional, nacional e internacional. Através dele, poderemos captar recursos para garantir à população o acesso à cultura, direito universal do homem. Nos merecemos beber e comer arte. Nós merecemos as palavras, as imagens, o gesto e o olhar sensível do artista. Nós merecemos o direito à produção cultural, ao ensaio, a autoria.
(MARLÚCIA SANTOS DE SOUZA, historiadora, é Chefe do Departamento de HIsória da Faculdade de filosofia, Ciências e Letras)


► É de extasiar-se ver a Caxias e hoje e aquela transformando-se paulatinamente na – por que não considerar – megalópole, dinâmica, refinando-se, elitizando-se, conservando, entretanto, a simplicidade, a alegria e o brio da Caxias de ontem.
Transferimo-nos para esta cidade no começo de 70, movidos e imbuídos da responsabilidade de partilhar esforços e inspirados no ideal de um homem experiente nas lides educativas, o inesquecível Professor Herdy.
Ficamos propósitos, estabelecemos metas, selamos compromissos, pusemos mãos à obra. E eis-nos hoje, paripasso com o desenvolvimento desta cidade e Município, transformados em universidade que se agiganta espraiando suas espirais por todo o Grande rio. Escrevendo alto e em bom som os valores morais, culturais e intelectuais desta terra de Duque de Caxias.
Conhecemos a Duque de Caxias da pequena estação ferroviária, de bitola estreita, plantada em tosca plataforma, aparato de madeira, desprotegida em tempo de chuva ou de sol escaldante, com acesso livre para o que, sem dinheiro, precisasse deslocar-se até a cidade. Dos vagões ainda de madeira, de janelas quebradas, desconfortáveis, composições puxadas por trens sem horário. Mas transportando um povo de olhar voltado para este futuro em que hoje Duque de Caxias se transformou.
Conhecemo-la de ruas – não muitas – calçadas a paralelepípedos mal-aconchegados formando crateras, caminhos tristes dos carros de então. Hoje, asfaltadas no alinhavar da vontade dos residentes de ver nos mais distantes recôncavos do Município o povo desfrutando da qualidade de vida por décadas sonhadas. E graças um visionário na administração de Duque de Caixas – sem ir nisto qualquer conotação política – que numa identificação de momento exigida pelos anseios de um povo psicológica ou socialmente falando foi impondo a presença de soluções para os agravos de uma região em que se confundem residências e unidades industrias, o nordestino e o imigrante do Algarve, o pobre e o rico, o técnico de alto nível e o lixeiro. De estudantes que se multiplicavam e um complexo escolar que à medida que se impunha permeando educação, criando cursos cada vez sofisticados,mudando hábitos, suavizando, moldando caracteres, ia ficando grande diante mesmo do país inteiro – a universidade Unigranrio.
A cultura de um povo assenta-se num tripé, dentre outras concepções – sua tradição: hábitos e costumes, conforme padrões comportamentais; sua produção artística; sua produção intelectual.
Sobre tripés, há de estar concebendo Niemeyer, na sua sensibilidade arquitetônica – igual a quem antes não houve nem depois o haverá – aquilo que será o stand em que estarão representadas todas as expressões artístico-culturais desse cadinho que é Duque de Caias da mistura de raças, retrato irretocável da nossa nacionalidade. Acredito será um templo às diversidades artísticas do povo, desde as mais pueris às mais apuradas tanto na dança,na música, nas artes plásticas e noutra surpreendentes, às vezes, expressões da sensibilidade humana livres de preconceito já que da essência da manifestação cultural. Faça-se presente, pois, o Centro Cultural de Duque de Caxias.
(ARODY CORDEIRO HERDY é Reitor da Unigranrio)

► Alguns costumam falar que o povo não tem cultura. Isso não é verdade, o povo geralmente tem, isso sim, a oportunidade de conhecer a sua própria história. É com esta concepção que devemos encarar a questão cultural, hoje, repleta de valores, detalhes e diversidade que somente o Brasil possui em dimensão gigantesca. Claro que não podemos deixar de levar em consideração que a crise social, econômica e ambiental, afeta a qualidade de qualquer tipo de serviço ou projeto por mais bem intencionado que seja. Essa fome incessante de mudanças exige que sejam organizados grupos de ações específicas, dispostos a modificar formas e conceitos em relação aos valores culturais.
No Brasil, o diferente é excluído, como que as diferenças não fossem riquezas de uma civilização. Evidente que se não houver a compreensão dessas diferenças, atualizadas em seu tempo, estaremos perdidos sem um referencial a deixar para os que virão, num mundo cada vez mais globalizado, que apenas privilegia uma minoria que detém o poder de manipulação sobre valores culturais, ao mesmo tempo determinando o que deve ou não deve entrar na mídia pára chegar até ao conhecimento da grande maioria.
Esta mudança de conceito passa pelas salas de aula. Cultura e educação, na prática, devem andar de mãos dadas, pois uma sem a outra é como fabricar pão sem fermento ou plantar batata em terra seca. Podemos até plantar, por teimosia e por força da nossa fé, mas é pura utopia e nada mais, constituindo-se na maior ilusão social. Cultura e educação devem estar nas discussões da mesma mesa, sim, de qualquer segmento, governamental e não governamental, principalmente nos dias de hoje, quando a nova ordem mundial é promover o desenvolvimento humano e social de forma sustentável, conforme ficou estabelecido desde 1968, em Paris, por ocasião da Biosphere Conference, uma proposta socialmente justa e economicamente viável, novamente evidenciada e cobrada ao pé da letra, durante a Eco-92.
Que a construção do centro Cultural de Duque de Caxias, cujas obras começarão em setembro, sirva de inspiração para oturas cidades do nosso Estado.
(J. ARIMATÉIA FERREIRA, poeta popular, radialista e promotor cultural)

► Com recursos próprios do município e parte de investimentos da iniciativa privada, Duque de Caxias vai ganhar muito em breve um Centro Cultural à altura das aspirações do seu povo. Com projeto de Oscar Niemeyer, o arquiteto brasileiro conhecido mundialmente pelo seu traço genial, a obra contribuirá, com certeza, para elevar a auto-estima do cidadão caxiense e proporcionar momentos preciosos de lazer e arte.
O local escolhido para abrigar o nossos Centro Cultural é estratégico. Será na Praça do Pacificador, no centro do município, tradicional ponto de encontro da família caxiense. Ocupará uma área de quatro mil metros quadrados e custará cerca de R$ 7 milhões, incluindo a reurbanização da praça. Mas o valor é o que menos importa. Não tem preço a oportunidade de proporcionar a uma população estimada em cerca de 900 mil pessoas, segundo o último senso do IBGE, a cidadania plena. As obras começam logo após as festividades do Patrono, em agosto.
Pelo projeto de Oscar Niemeyer, além de teatro com capacidade par mais de 400 pessoas, o Centro Cultural terá biblioteca pública, anfiteatro e salas par atividades culturais de artes plásticas, música, vídeo e cursos. Somos a segunda cidade em arrecadação de impostos no estado, ficando atrás apenas da cidade do Rio, e o oitavo município em arrecadação do país, mas sempre fomos dependentes da capital quando o assunto é cultura. Mas agora, este quadro certamente mudará para melhor. O nosso Centro Cultural, além de receber diversos artistas da música, artes plásticas e cênicas e artesãos, entre outros, certamente será formador e descobridor de novos talentos, que renovarão a cultura local e nacional.
Duque de Caxias sempre foi um celeiro cultural. Saíram do município para o mundo nomes como o do artista plástico Barboza Leite, o poeta Solano Trindade, os compositores Hélio Cabral e João de Deus, além do pesquisador Jair Lobo. Não podemos esquecer também da saudosa dupla Jararaca e Ratinho, considerados verdadeiros precursores da música sertaneja. E mais recentemente Duque de Caxias exportou a Cia Luar de Dança, que atravessou fronteiras e faz sucesso em toda a Europa
Por tudo isso, é um orgulho indescritível trazer este Centro Cultural para Duque de Caxias. Se Deus quiser, ele haverá de ser o grande farol para iluminar a cultura, sempre uma referência na Baixada Fluminense. Será um belo presente de aniversário dos 60 anos de emancipação do nosso município.
(JOSÉ CAMILO ZITO DOS SANTOS FILHO, Prefeito Municipal de Duque de Caxias)

UM POUCO DO ARQUITETO E O QUE PENSA

► Nascido no Rio de Janeiro, em 15 de dezembro de 1907, Oscar Niemeyer formou-se em 1934 pela Escola Nacional de Belas Artes. Seu primeiro trabalho - como membro da equipe liderada por Lúcio Costa e que tinha a consultoria de Le Corbusier - foi a sede do Ministério de Educação e Saúde, em 1936, obra que se caracterizou como um marco da arquitetura moderna mundial. Niemeyer projetou grande parte dos principais edifícios de Brasília, incluindo o Congresso; os Palácios da Alvorada, da Justiça, do Planalto e dos Arcos; a Catedral; o "Minhocão" da Universidade de Brasília; o Teatro Nacional; e o Memorial JK.

Ingressa no Partido Comunista Brasileiro em 1935 e, no ano seguinte, convidado a dar um curso na Universidade de Yale, nos Estados Unidos, teve seu visto de entrada cancelado. Em 47, obtida a permissão de estada nos Estados Unidos, viaja a Nova Iorque para desenvolver o projeto da sede da ONU. Três anos depois, é publicado nos EUA o livro The Work of Oscar Niemeyer, de Stamo Papadaki. Em 1954, viaja pela primeira vez à Europa, quando participa do projeto para reconstrução de Berlim, e em 56, é encarregado de organizar o concurso para escolha do Plano-piloto de Brasília, participando também da comissão julgadora. Em 1964, viajando a trabalho para Israel, é surpreendido pela notícia do golpe militar no Brasil. Retorna ao país em novembro, quando é chamado pelo DOPS para depor.

"Durante a ditadura, meu escritório foi saqueado e o da revista Módulo, que dirigia, semi-destruído. Meus projetos pouco a pouco começaram a ser recusados”. Em 54, viaja à Paris para a exposição de sua obra no Museu do Louvre e, em 67, impedido de trabalhar no Brasil, pelos militares, decide se instalar em Paris. Em 1978, funda o Centro Brasil Democrático (CEBRADE), do qual é eleito presidente. Nos anos de 87 e 88, recebe o Prêmio Pritzker de Arquitetura, dos Estados Unidos.Em 1990, junto com Luiz Carlos Prestes, desliga-se do Partido Comunista Brasileiro. No ano passado, realizou-se a exposição “Oscar Niemeyer 90 anos”, na Galerie Nationale du Jeu de Paume em Paris, França.

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“Gosto do meu país; das suas grandezas e misérias; do Rio, das suas praias e montanhas; dos cariocas, tranqüilos e desinibidos, como se a vida fosse justa e eles a desfrutavam sem discriminação. Como gosto deste país imenso! Do Norte ao Sul. Dos mais abandonados a fugirem da seca, sem casa nem comida, marcados pelo desespero; dos meus irmãos favelados, a ocuparem os morros com suas revoltas. Como tento desculpá-los quando a vida os transforma e a justiça dos homens os cerca implacável."

"Na Arquitetura debrucei-me por toda a vida. Foi o meu hobby, uma das minhas alegrias, procurar a forma nova e criadora que o concreto armado sugere. Descobri-la, multiplicá-la, inseri-la na técnica mais avançada, criar o espetáculo arquitetural"

"Estou convencido que um arquiteto não deve se limitar à aprendizagem de seu métier. Ele deve ter uma cultura geral, ler os clássicos, os escritores contemporâneos, para melhor compreender seu ambiente cultural”

"Nunca me calei. Nunca escondi minha posição de comunista. Os mais compreensíveis que me convocam como arquiteto sabem da minha posição ideológica. Pensam que sou um equivocado e eu penso a mesma coisa deles. Não permito que ideologia nenhuma interfira em minhas amizades"

"Jamais fui hostil a movimentos de protesto, inclusive dos países socialistas. É necessário protestar contra a miséria, as injustiças, as desigualdades. Toda palavra dita com coragem no movimento só pode merecer minha estima"


(Josué Cardoso, para a Revista da Cultura Caxiense nº 6, Junho de 2003)