Instituto preserva a identidade de Duque de Caxias
► Inaugurado em 31 de janeiro de 1973, o Instituto Histórico Vereador Thomé Siqueira Barreto, mantido pela Câmara Municipal de Duque de Caxias, é responsável pela guarda de obras, como fotografias, documentos e objetos. As peças, resultado de doações de pessoas e instituições, compõem um referencial significativo para a história do Município e também da Baixada Fluminense.Contando hoje com cerca de sete mil peças - o acervo chegou a possuir oito mil -, o órgão é fonte de estudos obrigatória para muitos pesquisadores. Segundo a historiadora Tania Amaro, que assumiu o cargo de diretora há poucos meses, a redução do acervo deve-se possivelmente a empréstimos que não retornaram ou até á falta de uma política de preservação adequada.
Tania Amaro, que foi responsável pela coordenação técnica do acervo entre dezembro de 2000 e março de 2002, trouxe para o Instituto três anos de experiência adquirida no Arquivo Nacional, além de cinco anos de trabalho com o Arquivo Histórico do Museu Nacional de Belas Artes. De acordo com levantamento feito por ela, por amostragem, constatou-se que estão no Instituto Histórico 4.900 reproduções fotográficas, 450 documentos textuais, 400 livros, revistas e boletins, 1.100 jornais e recortes, 80 quadros, além de objetos de uso pessoal e vestuário. Alguns desses objetos encontram se expostos ao público em vitrine.
A idéia de desenvolver um Projeto de Preservação, permitindo a realização de um trabalho sistemático e integrado de conservação e processamento técnico do acervo, surgiu no início do ano passado. A partir daí, o órgão passou a utilizar metodologias de Conservação Preventiva, como a limpeza mecânica de cada documento, seu acondicionamento adequado e o armazenamento em mobiliário tratado, além do diagnóstico técnico das obras, objetivando a catalogação precisa dos diversos itens constantes do acervo. Até o momento, já foram tratadas cerca de 2.500 fotografias.
Foram organizados grupos com assuntos como: políticos e personalidades; solenidades e eventos na Câmara Municipal; diversos assuntos sobre o Município: obras públicas, arquitetura, panorâmicas, clubes e associações e atividades culturais e artísticas, entre outros. O grupo de trabalho é coordenado pela própria Tania Amaro - também especialista em preservação de acervos -, e conta com mais seis pessoas. Para a diretora, o trabalho vem recebendo o apoio irrestrito da Presidência e dos demais membros da Câmara. Além de abrigar esse acervo tão importante para a cidade, o Instituto Histórico mantém ainda um espaço físico para a realização de exposições e eventos voltados para o público em geral, além de sala para exibições de áudio e vídeo.
ASSOCIAÇÃO DE AMIGOS
Criada para colaborar com o aprimoramento e o desenvolvimento das atividades, a Associação dos Amigos do Instituto Histórico (Asamih) é hoje um importante aliado. “Pretendemos que ela seja o elo de ligação entre a população e o órgão de pesquisa, já que apesar de ser uma entidade sem fins lucrativos, a Associação tem entre suas finalidades adquirir acervo, sustentar programas de processamento técnico, conservação e restauração de obras e incentivar exposições”, explicou Tania.
A Asamih conta com um grupo de intelectuais, pesquisadores e personalidades da Baixada Fluminense. A entidade dispõe de um Estatuto, aprovado pelos sócios, e o número de participantes é ilimitado. Nele estão propostas para o estabelecimento de intercâmbio com outras associações e entidades afins, o apoio à reprodução de documentos do Instituto Histórico, o incentivo à integração cultural com a comunidade e um programa de captação de recursos financeiros para a instalação de projetos culturais.
(Josué Cardoso para a Revista da Cultura Caxiense nº 3, Outubro de 2002. Foto: Instituto Histórico)


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